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Eternas saudades dos meus pais
Chega aos domingos, e o tempo parece retroceder. Lembro das idas de meus pais as missas, E, depois a feira que temos próximo daqui. Já descrevi mil vezes, sobre saudades. Que não se fundamenta nas alegrias, e tristezas que sinto. A dor do vazio, a estrutura da casa, cada canto, o sentimento bate. Tem horas que desejei partir, Mas, não posso agir por impulso, Deus me deu a vida, E, somente ELE para tirá-la de nós. Sinto n'alma uma tristeza que não se explica. Lembro-me de coisas do passado, E, no meu presente tento passar as origens para a descendência. Mas, os habitantes da Terra, estão muito sem paciência. A minha dor, combina com a preocupação dos filhos, Sobrinhos, e por que não de toda família. Não somos uma ilha, Mas, nos dias atuais, é cada um para si, Até mesmo que admiravamos se esquivou. Mas, talvez por isso, doi lembrar das coisas. A vida passa... E, chegando aos sessenta, A dor d'alma se junta com as dores do corpo, Que não está mais exposto. E, a vida se vai. E, as pessoas do nosso passado, tios, primos, onde estarão? Sei que a vida me deu um esposo, E, filhos, esses que acham que sou possessiva. Mas, meu esposo e eu, juntos há 30 anos, entre o conhecer, E, a união matrimonial, As perdas dos filhos que tivemos... E, também não é fácil termos uma filha longe de nós. Ela foi há 900 km, A distância, não nos tira o amor, e a preocupação. Sem contar, da nossa primogênita, e do filho do meio, A quem amamos e queremos sempre cuidar. Mas, muitas vezes, não entendem, e se acham superiores a nós. Então, minha voz está na escrita, na busca de mim mesma. Nas pesquisas que faço de meus primos na internet, Mesmo aquelas que há muito não conversamos. Talvez, herdei isso de mamãe, A união da família, a poesia de Deus. Sem contar, da vergonha que sinto de não ser mais próxima De meus cunhados... Respeito a cada um. E, mesmo que alguns me esqueceram da família de meus pais, E, os lembro que viemos da terrinha, Alguns vieram de Avelar, outros de Tondela. Sem contar dos avós paternos de meus filhos, que vieram da Espanha. A vida me obriga a apanhar todos os dias, Mas, mesmo assim, refaço meus pensares em poesias, E, lembro que Deus criou a Família, Como primeira sociedade, primeira empresa, E, de um homem e uma mulher, Criaturas divinas, Deus constituiu para uma boa convivência. Mas, a saudade é algo que não se apaga de minha consciência!
Ofereço a todos os meus familiares, in memoriam aos que se foram, e também aos padrinhos: Maria e Luis Antônio Brotero Duprat. E, especial a Deus. Quem nunca sentiu saudade, atire a primeira pedra. São Paulo, 17 de agosto de 2025
Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 17/08/2025
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