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Saudades que nuncam cessam
A trajetória da vida, seria filhos partirem depois de seus pais, A dor que fica, faz ranger os dentes, faz a pessoa sucumbir. Muitas e muitas vezes se culpar por essa ou aquela doença genética Que veio ao filho causar. Sem contar, que como vivem pessoas que cometem aborto? Eu, fui dignóstica em dez de dezembro de 1997, Com aborto espontâneo. Os médicos explicam, Tentam amenizar, Mas, me culpo também por ter matado meu filho, Meu corpo não estaria na época preparado. E, quanto ao Gabriel? Esse ser que com sua irmã gêmea, Na gestação tínhamos grande conexão. Sabia que eram dois antes de qualquer ultrassom, Que um era menino, o outro serzinho, menina. Que um tinha cabelo encaracolado e o outo liso, Só não sabia quem teria o cabelo encaracolado, ou liso. Até hoje preciso de ajuda. As lembranças, ainda mais em datas como Finados, Onde no dia 5 de novembro do ano vigente, Farão 25 anos, que o Gabriel não está mais em matéria presente. Sem contar, que a madrinha dele, Justamente, completará mais uma data natalina Mais um ciclo, Só peço a Ângela que nunca esqueça do Gabriel, seu afilhado eterno. E, como ele não teve como seus 3 irnãos, Ela, Ângela Maria, também é a madrinha de consagração, Assim, como meu estimado irmão João. As dores são tantas... Um algo que em palavras não dá para explicar. Fora a estenose pulmonar, fora a translocação Robertsoniana do Cromossomo 13, Herdada pelo lado materno, ou seja, minha mãe tinha a mesma translocação, Ou por que chegou a hora dele ter ido aos braços do Pai Eterno?!!! Não sei. Apenas, sei que muitas vezes, as pessoas falam filhos são para voarem... Mas, não sabem talvez a dor que sangra e ainda não se cicatrizou em mim. Mas, enfim, além do Gabi, quantos partiram... Pais também deveriam ser eternos. A dor, que gera um sentimento de culpa, De receio, de medo, E, dependência dos outros três filhos que estão aí, Presentes de Deus, Não sabem o por que luto, para que não ocorra assassinato em série, O corpo da mulher, é um Planeta, onde evoluem novos seres. Sou contra o aborto, E, médicos que são a favor, São hipócritas de si próprios! Enfim, dia de finados, Onde em alguns países, comemoram com festa esse dia, E, eu cada vez mais fico introspectiva para refletir no que eu fiz! E, na própria condição familiar de minha jornada. Quem sabe o tempo para curar... Que Deus abençoe a todos. E, que oremos uns pelos outros!!!
São Paulo, 1 de novembro de 2026 8h21 Teka Mendes Castro Domingo - temperatura agradável - o Sol despontando - a brisa suave da manhã primaveril. Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 01/11/2026
Alterado em 01/11/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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