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Um reconhecimento da arte que produzo
De repente, eu aqui escrevo desde sempre Cadernos amarelados com poemas diversificados. E, o tempo, a outra profissão. Quis eu ser docente da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, O ganho pouco, as cobranças muitas. E, alguns ex alunos, ainda dizem obrigado. Até meus filhos: Alexia Cristina e Emmanuel, Que tiveram aulas comigo, Disseram que sou melhor professora que mãe! Profissionalmente, trabalhei, pesquisei e aprendi com exs alunos. Mas, na escrita, minha vida se mostra na luta diária, Os gastos em n antologias, As poesias, que muitas vezes, nem são comentadas. E, eu fico triste, gasto muito, As palavras, que vão ao Chile, a Romênia, a Leiria, E, eu aqui na Cidade Ademar. Até tenho ex alunos que foram a Cannes... E, eu no meu casulo, Me escondo nas redes sociais, Me escondo no meu escrever. Talvez por desabafar, mas do que escrever, e O tempo... Ah, daqui a pouco indo para a terceira idade. Completando sessenta anos. Enganos, desenganos, lutas diárias... Perdas, e o que a vida trouxe. Quem sabe um dia como Vincent Van Gogh, Serei reconhecida. Mas, após vida não terei os lucros... E eu só queria um dia ser reconhecida, Como escritora. Será que ainda vale a pena escrever???
São Paulo, 18 de agosto de 2026. Tereza Cristina G Castro Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 18/08/2026
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