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Poesias, assim como crianças são dádivas de Deus.
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A alquimia da vida presentes em meus atos.

"Deus tudo perdoa, o homem pode até perdoar. Mas, a mãe Natureza, jamais perdoará o que fizermos."

Textos


Quando eu morrer

 

Quando morrer, não quero que chorem por mim, me deixem descansar em paz.

Quando morrer, não quero flores, coroas, e falsos amigos indo ver meu corpo inerte.

Quando eu morrer, naõ quero deixar filhos brigando por heranças compartilhadas pelos meus pais.

Quando eu morrer, não quero um velório de horas,

As pessoas vivas têm mais o que fazerem.

Quando eu morrer, 

Não quero meus filhos, sentindo nem a metade da saudade que sinto de meus pais.

Quando eu morrer, não vão poder me abraçarem mais.

E, se outros vierem ao túmulo para conversar,

Na graça de Deus, Ele ouvirá, 

Eu estarei em ossos ali depositada.

E, quem sabe a vida será melhor para meus filhos, esposo,

Irmão, cunhados, sobrinhos, tias e primos,

Quem sabe, não falarei mais palavras amargas,

Como me disseram uma vez.

Talvez, morra hoje, não sei a hora,

Queria mais atenção, respeito, empatia.

Mas, sou amarga até nas poesias.

E, o tempo cessa a cada dia minha locomoção.

Sem contar, que já não dá mais para ficar esperando um obrigado,

Um reconhecimento,

Mas a todo momento, uma cara feia, sem diálogo,

E, eu na eira sem beira,

Me afundo no abismo de minh'alma.

São Paulo, 5 de agosto de 2026.

Teka Mendes Castro

14h16

Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 05/08/2026
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