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Poesias, assim como crianças são dádivas de Deus.
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A alquimia da vida presentes em meus atos.

"Deus tudo perdoa, o homem pode até perdoar. Mas, a mãe Natureza, jamais perdoará o que fizermos."

Textos


Procuro a minha identidade

 

De repente, me bate o vazio, e um grito silencioso na garganta.

De repente, não sei o por que eu nasci e passei para meus filhos 

A tal Translocação Robertsoniana do Cromossomo 13,

Herdada de minha mãe, vinda de Tondela, Portugal.

Além, de tudo, meus filhos herdaram também, 

Sem contar a polidactalia,

Que vira de minha vó materna, dona Albertina.

Na verdade, só conhecemos os fatos depois que meus gêmeos, prematuramente nasceram.

Na minha geração de irmão, e primos, ninguém veio com seis dedos a mais.

Mas, tudo se herdou a dona Deonilde, minha mãe,

Seus netos, Alexia Cristina, Gabriel (in memoriam), Emmanuel, Anna Clara, João Matheus e Júlia Vitória,

Vieram para a história, e os cariótipos não mentem,

E, lá estão os cromossomos.

E, me questiono o que realmente somos?

E, nas imperfeitas variações das raízes de nossas vidas,

Busco ainda aos 59 anos, 

Uma nova identidade,

Na verdade, busco a Deus,

Mas, não só no meu DNA,

Na essência, bem com na Vida,

Onde ainda não entendo:

Se Deus criou esse universo,

Éramos para sermos mais felizes, não carregarmos tantas cicatrizes,

Não absorvemos-nos do mal.

Mas, Deus nos criou com o tal livre arbítrio,

E, fazemos nossas escolhas. 

Busco minha identidade,

Na verdade, nos primórdios dos dias.

No início Deus criou o Verbo,

E, o Verbo se transformou, transmutou em Poesias.

E, cá estou eu nesse complexo viver, onde não sei se vim só para sofrer,

Ou para escrever?

Vim, com problemas nos rins,

Um refluxo urinário,

Que cometia meu corpo numa temperatura de quase 40º até os quatro anos,

Quando o doutor Labib Taiar e doutor Renato,

Em 1971, com meus quatro anos me operaram,

E, na graça e glória de Deus aqui estou.

Talvez, a condição renal, também da tal Translocação faça parte.

E, hoje aos 59 anos, busco tentar ser o que meus pais foram para mim, para os meus filhos,

Mas, o mundo lá fora, molda de outras maneiras bizarras, irritantes,

E, eu numa tangente, não consigo nem chegar ao ponto de partida.

Mas, a vida é assim,

Têm horas para chorar, outras para sorrir.

E, talvez na emoção da semana do dia dos pais, em 2026,

Eu tenha percebido, que nunca disse: Eu te amo! Ao seu Francisco.

E, até nisso, o remorso me correi.

Será que um dia terei ao menos minha identidade como escritora?

Já fora eu mais sonhadora, 
Hoje as blindagens do mundo se apoderam de minh'alma.

Sou vitoriosa pelo Sangue de Jesus!!!

São Paulo, 5 de agosto de 2026.

Dia dos padres, parabéns a todos os padres que conheci e compartilhei filosofias.

Autora; Tereza Cristina G Castro

12h17

Terça-feira - sol de geladeira, mas sem muito frio.

Hemisfério Sul -

Brasil.

 

Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 04/08/2026
Alterado em 04/08/2026
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