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Saudades
De repente o murmurinho na boca do estômago Uma ansiedade que não sei definir Não existe explicação. A narrativa de mais uma vez está só diante da multidão. As lágrimas que cismam em marejarem aos olhos, O tempo quaresmal, a Família... E, eu num repleto de anseios que não tem como se confortar ao coração. Eu, que já vi parti amigo, filhos, primos, tios, pais, dilacelera ao coração essa tal saudade. A dor de não ter dito ou feito tudo que gostaria. A poesia que se repete como numa reprise novelística. A veia artística que sangra, ao lembrar, E, a filha que chora, pela ausência do barulho das falas, Do chamar os netos, Ou até mesmo a discussão. Tudo passado. E, a solidão, se junta, entristece ainda mais um coração, Que às vezes sabe, não ter mais nada a comemorar. E, a dor é visível. As filhas, que também partiram para novos ares, O filho que muitas vezes se torna de difícil compreensão, E, a exaustão dessa dor, Que nenhum médico humano pode curar. Apenas, o meu justificar a Deus a emoção, A dor que sangra em meu coração. O tempo que passa. Enquanto, a A Vida Vem, e também vai... Passa. E, eu tentando seguir em frente.
São Paulo, 5 de abril de 2026. 16h03 Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 05/04/2026
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