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Solitariamente
Ao longo da vida, amigos se foram, amizades desfeitas. Colegas de trabalho que por ideologias, ninguém mais se respeita. Familiares que esqueceram o passado, Nós abandonam por se acharem superiores. A solidão, até mesmo com os filhos dói. E, as literaturas repentinas, Momento em que me vejo só na esquina da vida. A idade avançando, A dor não só física, mas a emocional se misturam. E, não existe além de Fé, o melhor remédio. O tédio de todos os dias fazer a mesma coisa. E, as cicatrizes que voltam a sangrar num curto espaço tempo. Tem horas que a solução para todos, Seria os deixar só. Mas, a índole do meu âmago,não me deixa fazer isso. Sigo agora em passos mais lentos. A memória lembra de um tempo de criança, A esperança de brincar, De ter a fantasia. Hoje somente as letras, e uns bichos de estimação, além das plantas, Acompanham a jornada poética que é cobrada dia após dia. E, nos cadernos manuscritos ainda inéditos, Que não serão publicados, Amarelados estão. E, eu na solidão de mim mesma. São Paulo, 29 de Janeiro de 2026 11h35min Quinta-feira Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 29/01/2026
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