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Pedido desesperado a Deus
O único que pode dar e tirar vidas, Venho aqui pedi encarecidamente, Que me leve. Poderias naquele dia 30 de junho de 1967, Às 21h15min, Ter puxado o cordão. Mas, não. Deixou uma doença, que de repente ficava febril, quase 40º, E a brincadeira acabava. Então, com quatro anos, aquela cirurgia de 12 horas. E, assim, mesmo me deixou aqui. Era isolada, e sozinha, Ainda me sinto assim. Amigos de verdade, será que os tive na vida? A Rita de Cássia R Roque, Desde criança nos conhecemos, Mas. hoje cada qual tem seu papel na sociedade. E, eu vivi, me formei, tive paqueras, Tive ciúmes, E, no perfume da vida familiar, Tive meus erros adolescentes. Mas, nada comparado agora o que comigo fazem. A fase de criança dos meus filhos, acabou já algum tempinho. Hoje, mesmo estando em casa, Aposentada, Até abandonada pela família, A dor de está só me leva a querer ir embora. Não pertenço a esse mundo tão cheio de hipocrisias. Só queria ter deixado filhos sem mimos, Mas, trabalhadores e estudiosos, Que amassem e preservassem ao Meio Ambiente. Mas, são tão diferentes, O Mundo os moldou com sujeiras de ideologias sujas. E, o mundo os usa de forma como se fossem robôs. E, eu pedindo a Deus que me leve como levou meus pais. Quem sabe assim, meus filhos, terão paz. Eu sou aquela que só queria um mundo melhor, Mas, vejo atualmente desde 2022, Um desgoverno nos assombrando, E, pessoas cegas, me julgando por querer o que é certo. Estou no caminho inverso aos valores atuais. E, só vejo para mim a saída de partir. Não aguento mais ficar aqui! Sei que talvez só meu esposo vá sofrer. Ele é o único amigo que me resta. A vida está sem graça sem meus pais, E, como diz uma familiar, Só tenho palavras amargas, e vivo fora da caixinha. Será que sou quem vivo fora da caixinha, ou ela que abandonou a família. Mas, tudo bem. Eu só queria sumir, talvez eu que seja a vilã em tudo isso. Sei que Cristo aguentou descaso, sofrimentos, chibatadas, espinhos em sua fronte, Mas, eu nem sei se sou filha de Deus, Sou apenas uma criatura, Que a loucura de ficar só está me causando sofrimentos. E, nesse momento, mesmo escrevendo, Jogando tudo que sinto para fora, A vontade é de tomar o fel, O veneno e sumir para sempre. Deus me perdoa, mas não aguento mais. Eu só queria um pouco de amor e paz. A minha vida fora um eterno sofrer. As lágrimas caem... E, me desejo continua. Mesmo na loucura, a alimentação para eles preparo com carinho. Mas, em meu café talvez pela manhã, Colocarei o veneno para deixar em paz aqueles, Como meu filho, que me manda calar a boca, dentro de minha casa. Ou quando a caçula que muitas vezes, Só liga para mim em situação financeira. Não sou só banco! E, o que tenho foi aquisitado com muito suor. Deus, se amas essa criatura que implora a irmã morte, Me leva embora. Estou cansada!
São Paulo, 30 de julho de 2025. 15h40min Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 30/07/2025
Alterado em 30/07/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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