Poesias, assim como crianças são dádivas de Deus.

A alquimia da vida presentes em meus atos.

 

"Deus tudo perdoa, o homem pode até perdoar. Mas, a mãe Natureza, jamais perdoará o que fizermos."



Textos


Andei por zonas de perigo, num castigo eterno, 

Em busca de um amor, de alguém que tirasse e não mais colocasse dor em meu peito.

Andei por lamaçais e desertos.

Me descobri no frio,

Me aqueci no calor.

Senti risos por toda parte.

Minha arte sombria expunha uma menina vazia cheia de sonhos.

Componho nas madrugadas, entaladas de vezes que tive que engoli.

Revivi como na Idade Média, 

Essa modernidade.

Hora  me vejo e sinto criança,

Outras vezes, a idosa que fazia alquimia para aliviar as dores dos soldados feridos nas guerras.

E, de volta a  essa Terra, tenho  de novo que cumprir meu fardo.

Meu corpo não aguenta a vastidão de meu espírito.

O tempo passou, mas meu grito se desprende de mim em oração.

Será que mereço todo processo?

Não posso negar que  amei no passado e deixei partir...

Outra vez aqui fiz o mesmo, 

Um desejo único de me encontrar,

E, está nos teus braços novamente.

Mas, as leis  terrenas comprimos e agiremos até o dia do Reencontro.

Afinal, ainda tenho n'alma a magia, e o mundo descobre a Química.

E, eu assim, que  puder te encontrarei novamente amor de anos passados.

Amor, da Idade das Trevas, onde extinguimos dragões, e outros seres,

E, nos prazeres atuais, continuamos com tanta Ciências,

A destruir a vida.

Mas, eu e você, 

Algo mágico acontece.

A alma sente.

E, então, lágrimas escorrem de nossa face.

E, mesmo assim, vou a procura de mim,

Na cura de mais um amigo, 

E, de tempos em tempos,

O  amor no peito explode.

Já nessa vida nos encontramos, e nos perdemos.

Vivendo assim desde o feitiço,

Desde que eu me transformei em Lua, 

E, você em Sol.

Só num eclipse para os reecontrar novamente.

Amarei eternamente numa etérea dimensão.

Onde anjos nos guardarão...

Onde me entregarei e seguiremos pelos vários mundos que o Criador nos dará.

Por enquanto, adeus ou um até breve,

Um beijo marcado pela chuva e por lindas canções.

 

São Paulo, 5 de junho de 2022.

 

A todos seres extintos pelo Homem em sua jornada no Planeta Terra.

Aos amigos de ontem, hoje e sempre.

In memoriam dos que me ensinaram.

Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro

Teka Castro
Enviado por Teka Castro em 05/06/2022
Alterado em 05/06/2022
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