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Talvez muitos não compreendam. Ouvindo essa manhã uma palestra do Padre Fábio de Melo, De largar os vícios, De perceber -se pobre pelo número de lápis coloridos. Ou apenas, por não colocar uma vírgula no lugar. Ouvir ele falar parece fácil, E, quando citou da " Criança que não reconheceu a mãe ", A dor que sentiu antes! E, eu aqui pensei. Aos 54 anos e 2 meses e 10 dias, Vivi com Mamãe, Vivi uma poesia maior. Mas, a covid causou dor, E, ela se foi sem se despedir, Sem me dizer adeus. E, eu à ela não pedi perdão, Pelos meus atos, Por tudo de fato. A questão é que apesar de tudo, Estou desamparada. Desorientada. E, apesar que no âmago está algo, Meu conflito é visível externo, Esse laço materno que só eu e ela sentíamos. O que me faz como veio, Sem vestimenta. E, eu nem no velório pude dizer adeus, O tempo todo. Agora, tenho que me recuperar e Entender o por que fui desamparada aqui, Assim, e culpa não é de mamãe, É minha por extragar sempre tudo, Nesse mundo que estou.
São Paulo, 13 de dezembro de 2021. Manuscrita hoje e trancrista hoje para esse site.
Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 13/12/2021
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