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Aqui estou de novo a ponto de aprender o que não aprendi, a ponto de perdoar o que não soube perdoar.
Sei que deixei de ensinar, e também aprender. Fui conduzida no mar da vida, numa jornada única. Uma disputa comigo mesma, Com outros que deixei tristes pelo caminho. Não pude dar o carinho que vim aqui para fazê-lo, Quero me libertar, voltar e voltar novamente. Afinal, sou um ser que muitas batalhas conquistou, E, hoje o aprendiz se tornou prisioneiro, Se tornou mero passageiro do tempo. As perdas materiais são apenas sinais. A memória já frágil, não busca mais sabedoria, Por ironia, o tempo rugiu. E, agora??? Como na velha história: E, agora, José??? O que vou fazer? Inadagações, sim, apenas indagações. E, me vejo novamente num navio, Carregando centenas de irmãos, Negros, amarrados, com fome, Em sua terra, reis e rainhas, Hoje sem nomes. Sou uma centelha castroalvista, Que se abala as injustiças do século vinte e um, Mas que no espírito inquieto, Pede novamente para voltar, Aprender, esquecer, e muito perdoar... Difícil, palavra e sentimento, Mas que o tempo nela me aprisionou há meio século. Sou história, sou cultura, sou prisioneira da vida. Mas, aqui faço minha prece de Cáritas, E, peço o perdão, me conceda e me faça dar, Seja a quem for, como for, Que ensine o amor que pedi para ensinar. São Paulo, 8 de Julho de 2017.12:16h. Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 08/07/2017
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