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Vida
Pai, não quero nessa manhã tão bela de primavera,
Abrir a janela, sem limpar seu vidro. Quero olhar o mundo e apenas agradecer. Sentir n'alma o prazer de abençoar a minha outra profissão, Aliás, tenho várias, a de mãe, professora, escritora, filha, esposa. Em todas sou dengosa, o que me torna menina aos quarenta e poucos. Vivo em alguns ambientes loucos, e acredito que de alguma forma A loucura está em mim. Quero viver, agradecer, escrever e não ter dívidas. Mas, tenho, e não é só do fio-metal, mas de vidas que perdi. Das lágrimas que derrameis, quero renovar meu peito, E, ter o direito do Amor-Ágape, e não viver só com o eros, Que me escraviza todos os dias. Pai, quero sentir mais prazer em construir o mundo, Mas me decepciono, me envolto em razões subhumanas. Ás vezes, vivo como um ser único sem ninguém a minha volta, E, outras quero abrir as portas do coração para amizades. Mas, será que as tenho de verdade??? Pai, a minha vida lhe pertence, aquece pois este frio sonhador. Conduza por veredas de amor, E, não me deixe só. Amém.
Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
Enviado por Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro em 29/09/2011
Alterado em 29/09/2011 Copyright © 2011. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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